SOBRE TENTAR ESCREVER O MELHOR TEXTO DO MUNDO – E FALHAR MISERAVELMENTE

Já percebeu que a gente sente uma dificuldade enorme de se conectar com o “eu” porque perdemos muito tempo pensando “se o outro vai gostar”?

Eu queria muito vir aqui e escrever um texto sensacional e mega inspirador.

Que fosse capaz de chamar as pessoas para a ação, e alguém dissesse “nossa que texto sensacional, mudou minha vida”.

Que atraísse milhares de novos seguidores e fizesse eu me tornar referência no assunto.

Queria que o texto estivesse na página inicial dos principais portais de comunicação e que tivesse milhares e milhares de compartilhamentos.

Queria que as pessoas comentassem “você não é pessoa que escreveu tal texto? Nossa! Eu e todos os meus amigos gostamos muito, obrigada por isso”.

Sim, eu penso alto.

E é meio complicado de admitir essas vaidades, mas a real é que existe um desejo intrínseco dentro de nós, que vive em estado de ebulição, mas que também é o maior erro de todos os tempos.

Querer agradar todo mundo.

E você pode até dizer “ah mas eu não faço isso”. Mas me diga: qual a sua reação ao publicar alguma coisa que você julga interessante, mas não tem nenhuma curtida ou ninguém comenta? Você deixa o post lá ou apaga para ninguém ver esse insucesso?

A negação faz parte, mas no fundo no fundo a gente quer ser, no mínimo, aceito. Nem precisa ser ovacionado, mas encontrar alguém que apoia nossa ideia é muito legal e faz muito bem para o nosso ego.

Só que ultimamente isso tem se tornado uma busca incessante por curtidas e comentários, por indicações, por convites. Preocupações com estratégias de engajamento e tentativas – frustradas ou não – de tentar desenvolver o melhor conteúdo. Mas melhor para quem?

É tanta “dica de especialista”, é tanta “sacada”, é tanto “pitaco” que a gente perde um tempo desgraçado lendo essas orientações e não produz nada.

E, na boa, chega uma hora que cansa.

Por que a gente percebe que está num ciclo infinito de autocobrança desnecessária, impedindo as ideias de fluírem.

A gente sente uma dificuldade enorme de se conectar com o “eu” porque perdemos muito tempo pensando “se o outro vai gostar”.

Esse texto não vai ter nenhuma orientação genial ou uma dica que vai mudar a sua vida.

Mas saiba que esse texto é sobre o Eu, mas também é sobre Você.

E a única salvação que vejo, para resolver essas questões que discorremos até aqui, é muito simples.

Talvez a gente deva parar de tentar escrever textos para os outros e começar a focar mais no que realmente queremos.

Quem sabe funciona. Vou tentar aqui.

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Como usar a falta de inspiração para se inspirar

Eu acho engraçado como a gente costuma reclamar de barriga cheia. Ontem reclamei que não estava com inspiração para produzir conteúdo, e veja só: consegui publicar no Instagram, no meu Blog Pessoal e no Facebook. Mas o ego insiste em ficar incomodado. Por quê?

Escrevo na internet há mais de 10 anos. Não divulgo todos os textos, mas tenho centenas de ideias formais e informais expressas – umas com muita inspiração, outras nem tanto.

Aí, eu  olho pra trás e me questiono como que eu pude ter tanta inspiração no passado – quando escrever era apenas uma atividade sem importância – e agora, quando realmente preciso produzir conteúdo (porque faz parte do meu trabalho) parece que a criatividade vai tirar férias no Tibet e não tem previsão para voltar?

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3 anos de Coaching!

Nesse mês completo 3 anos como Coach Profissional!

Em 2014 comecei minha saga de transição de carreira para algo que eu realmente amo fazer: ajudar as pessoas a (re)encontrarem o brilho nos olhos e paixão pelo que faz.

Como é bom demais poder alinhar essência pessoal com trabalho! E fico muito feliz de poder passar essa energia para quem me procura e ainda mais contente com as centenas de mensagens que recebo comentando os conteúdos, videos, textos, frases que compartilho, com a intenção de levar algo bom para alguém.

É bom saber que a gente está impactando tantas pessoas porque ajudar as pessoas é o que me move.

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